
Por: Gabriel Passos1
Em um cenário internacional marcado por guerras no Oriente Médio, pelo conflito no Leste Europeu e por uma atuação cada vez mais assertiva das grandes potências — especialmente dos Estados Unidos no Ocidente e na América Latina — a política externa brasileira assume um papel estratégico na defesa dos interesses nacionais. Diante da volta da força como instrumento central da política internacional, torna-se essencial resgatar a tradição diplomática construída por líderes e diplomatas brasileiros que, em momentos de crise, souberam afirmar a soberania, preservar a autonomia nacional e fortalecer o Brasil por meio do pragmatismo, do diálogo firme e da defesa do interesse nacional.
A obra de Mário Travassos introduziu a noção de geopolítica como instrumento central para a compreensão do território, do poder e da projeção do Brasil, influenciando uma visão estratégica do Estado que se consolidou ao longo do século XX. Essa lógica esteve presente na liderança do Estado Novo durante a Segunda Guerra Mundial, quando o Brasil soube manobrar entre grandes potências para fortalecer sua posição, e reapareceu no início da Guerra Fria, diante de um sistema internacional polarizado. Mais tarde, a Política Externa Independente de Jânio Quadros retomou esse fio condutor ao afirmar a autonomia decisória brasileira, buscando diversificar alianças e reafirmar o interesse nacional em um mundo marcado pela disputa entre blocos.
Era uma época marcada por grandes pensadores e teóricos nacionalistas, que viam no Estado o principal instrumento de desenvolvimento e afirmação do país. De Roberto Simonsen, com sua defesa da industrialização, aos modernizadores como Juscelino Kubitschek, passando pelos herdeiros do legado varguista, como João Goulart e Leonel Brizola, e por militares legalistas como o marechal Henrique Teixeira Lott, consolidou-se uma visão estratégica de fortalecimento nacional. Apesar das intensas pressões externas sobre as instituições brasileiras para que o país se alinhasse rigidamente a um dos polos da Guerra Fria, o Brasil buscou manter um equilíbrio pragmático, procurando extrair vantagens políticas, econômicas e estratégicas de ambos os lados em favor do interesse nacional.
Essa orientação buscava ampliar a autonomia do Brasil no cenário internacional por meio do estabelecimento de relações com todos os povos, com atenção especial aos países da área socialista e às nações africanas recém-independentes, ampliando horizontes diplomáticos, políticos e comerciais. Restabeleceu relações diplomáticas e comerciais com a URSS e a China, algo impensável dentro do plano geopolítico e geoestratégico de inserção brasileiro.

nomeado em 1961 pelo presidente Jânio Quadros para representar o país em Gana. Jornalista e escritor, ele superou origens humildes e chegou ao alto escalão da diplomacia.


Jânio Quadros aproveitou a passagem de Ernesto “Che” Guevara pelo Brasil (após ter sido condecorado com a Ordem do Cruzeiro do Sul) para solicitar, com sucesso, a libertação de cerca de 20 padres espanhóis que estavam presos em Cuba. Destino Espanha: Esses sacerdotes, que enfrentavam a possibilidade de fuzilamento pelo regime cubano, foram exilados, sendo a Espanha o destino. Como forma de agradecimento por Guevara ter atendido a seu apelo e libertado mais de vinte sacerdotes presos em Cuba, que estavam condenados ao fuzilamento, exilando-os na Espanha. Jânio fez esse pedido de clemência a Guevara por solicitação de D. Armando Lombardi, núncio apostólico no Brasil, que o solicitou em nome do Vaticano.

A crise política deflagrada pela visita de Jango à China foi imensa, discute-se que um dos principais catalisadores da crise política que culminou na renúncia de Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961. A visita de Jango à China comunista, autorizada pelo próprio Jânio para uma missão comercial, foi utilizada por setores conservadores (especialmente Carlos Lacerda e os militares) para gerar pânico sobre uma suposta “esquerdização” do governo, minando a legitimidade do vice que assumiria.
Cabe ressaltar que a diplomacia brasileira da época mantinha uma posição crítica em relação ao comunismo, mas rejeitava intervenções externas como instrumento político. A estratégia adotada priorizava o fortalecimento das instituições democráticas por meio do desenvolvimento nacional, entendido como a principal via para garantir estabilidade política e impedir a expansão da ideologia comunista e atuação de seus proxies no Brasil e ao longo da América Latina.
Um exemplo emblemático dessa postura foi o caso de Cuba: em 1962, já durante o governo João Goulart, a ilha foi expulsa da Organização dos Estados Americanos (OEA). Na ocasião, o Itamaraty, sob a chefia de Santiago Dantas, optou pela abstenção na votação, uma decisão que, sem endossar diretamente a medida, acabou por facilitar o isolamento internacional do regime castrista, refletindo o equilíbrio buscado pela diplomacia brasileira entre a rejeição ao comunismo e a defesa do princípio da não intervenção.
Jango enviava com frequência Celso Furtado a Washington visando aprofundar a cooperação financeira com John Kennedy via organismos ligados à Aliança para o Progresso, que previa investimentos ligados em habitação, saneamento básico, educação e infraestrutura urbana. EUA na época era o maior comprador de café do Brasil também, café que era vital para nossa balança comercial e expansão das reservas cambiais e estabilidade fiscal do Brasil até aquele momento. A cooperação econômica também era vista pelo governo Kennedy como estratégica, sendo o Brasil visto como uma vitrine de um capitalismo reformista que evitasse o surgimento de “outra Cuba”.

Mesmo durante o regime militar que alçou poder com apoio silencioso dos EUA nos bastidores, a PEI foi aprofundada. URSS reconheceu o Regime Militar 1 ano antes dos EUA, além de manter relações econômicas e diplomáticas padrão pré-Abril de 64. A URSS tornou-se um importante mercado para produtos brasileiros, comprando soja, carne bovina e, principalmente, café. Em troca, o Brasil importava petróleo, derivados (diesel) e máquinas. As relações comerciais evoluíram significativamente, com o comércio bilateral atingindo cerca de US$ 509 milhões em 1982.




ilustradas. Editadas pela seção de imprensa da Embaixada da União Soviética no Brasil.
Cooperação era interessante para ambos, a URSS vivia o início de um período de estagnação, buscava novas parcerias comerciais. O Brasil, buscando o crescimento do “Milagre Econômico” (1969-1973), via nos países socialistas um mercado promissor. Costa e Silva sentiu-se pressionado por nacionalistas (militares e civis) a condenar a crescente penetração das empresas norte-americanas na economia brasileira após 1964 e criticou o papel dos EUA na manutenção de dinâmicas regionais desiguais.

Tratado de Não Proliferação Nuclear: Em 1968, o Brasil, sob o governo Costa e Silva, recusou-se a assinar o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), defendendo o direito ao desenvolvimento nuclear pacífico, o que gerou atritos com as superpotências, incluindo os EUA. Tensões com o Embaixador dos EUA: No início de 1968, houve desconforto no governo brasileiro com o comportamento do embaixador norte-americano, John Tuthill, que se encontrou com membros da oposição, sendo interpretado como interferência nos assuntos internos.
O mesmo Costa e Silva que recusou enviar tropas ao Vietnã mesmo com forte pressão dos EUA nos bastidores na época ; “Minha posição era de que só deveríamos nos engajar em forças internacionais de paz”, diz à Folha o ex-presidente Geisel, que na época era chefe da Casa Militar. Entrevista à Folha [2] em 1995 o General e ex-presidente Ernesto Geisel revelou alguns detalhes e discussões dos bastidores na época. Compartilhada por setores da cúpula militar era a de privilegiar o envio de forças de paz sob mandato multilateral, em vez de intervenções unilaterais.
Essa concepção se materializou alguns anos depois, em 1965, quando o Brasil participou da missão na República Dominicana em cooperação com a OEA [3], apresentando sua atuação como um esforço de estabilização e mediação, alinhado à tradição diplomática brasileira de legalidade internacional e contenção de conflitos, o que não era o caso do conflito de alta intensidade no Vietnã que ocorria na época.
A relação do Brasil com os Estados Unidos sempre foi marcada por ambiguidades, refletindo contradições persistentes desde o pós-Segunda Guerra Mundial. Essas tensões atravessaram o segundo governo Vargas, os governos de Jânio e João Goulart e também o período militar, variando desde posições mais alinhadas, como no governo Castelo Branco, até momentos de atrito sob Costa e Silva e, de forma mais evidente, durante Geisel.
Apesar disso, os EUA permaneceram como principal parceiro comercial do Brasil, grande fornecedor de material militar e de tecnologias estratégicas. Houve, inclusive, um ensaio de cooperação nos moldes da relação Vargas–Roosevelt durante o governo Nixon e sua doutrina, que contribuiu para o desenvolvimento do programa nuclear brasileiro, como no caso de Angra I. O posterior congelamento dessa cooperação nos governos Gerald Ford e Jimmy Carter, contudo, gerou um profundo imbróglio diplomático, especialmente durante o governo Geisel, tema que abordamos neste artigo sobre Kissinger e o Programa Nuclear Brasileiro [4].
O impasse gerado pela tentativa da diplomacia estadunidense de encerrar o programa brasileiro de enriquecimento de urânio levou o governo Geisel a levar a Política Externa Independente ao seu limite histórico dentro do contexto da época, com impactos diretos e indiretos que se estendem até os dias atuais. Como parte dessa estratégia de afirmação da autonomia nacional, o Brasil restabeleceu e formalizou as relações diplomáticas com a República Popular da China em 15 de agosto de 1974 — país que hoje é o maior parceiro comercial do Brasil, principal mercado de exportação e aliado estratégico na cooperação aeroespacial, especialmente no desenvolvimento de satélites desde 1988.

Sob o governo Geisel, o Brasil chegou a adotar posições ousadas no cenário internacional, como o voto favorável à Resolução 3379 da Assembleia Geral da ONU, adotada em 10 de novembro de 1975, que equiparava o sionismo a uma forma de racismo e discriminação racial. Essa decisão deve ser compreendida dentro de um cálculo geopolítico mais amplo: à época, o Brasil buscava ampliar sua influência no Oriente Médio, região vital diante da forte dependência externa de petróleo — cerca de 80% do consumo nacional — em um contexto anterior à descoberta do pré-sal. O gesto contribuiu para a aproximação com países árabes, como o Iraque, que se tornaria nos anos 1980 um dos principais fornecedores de petróleo ao Brasil e também importador de armamentos e receptor de cooperação militar brasileira durante a guerra Irã-Iraque, ler também [5].
A longo prazo, essa política de aproximação com o mundo árabe ajudou a consolidar laços econômicos duradouros, refletidos hoje na posição do Brasil como maior exportador mundial de carne halal, resultado direto da expansão de mercados e da demanda construída ao longo dessas décadas. Ainda em 1975, houve o reconhecimento da Independência de Angola em 11 de novembro de 1975, no mesmo dia em que o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), liderado por Agostinho Neto, proclamou a independência do país, encerrando o domínio colonial português.
Aqui estão os pontos chave sobre este fato:
O reconhecimento foi um movimento surpreendente da política externa brasileira, pois o governo Geisel era um regime militar anticomunista, enquanto o MPLA, que assumiu o poder em Luanda, era um movimento de orientação marxista apoiado por Cuba e pela União Soviética, decisão foi guiada por um pragmatismo econômico e estratégico, visando manter boas relações com o novo país lusófono e garantir interesses brasileiros na região, agindo antes de muitas potências da época, décadas depois o Brasil veio a se tornar o maior parceiro de Angola com investimentos em diversos setores especialmente empreiteiras como a Odebrecht que até meados da década de 2010 era o maior empregador do país, ao menos 200 empresas brasileiras abriram filiais no país. Em 2007, o então embaixador do Brasil em Angola, Afonso Pena, disse que elas eram responsáveis por 10% do PIB angolano.
A política de boa vontade em relação à África teve continuidade no governo do presidente João Figueiredo, que em 1983, como último presidente do regime militar, tornou-se também o primeiro chefe de Estado brasileiro a visitar oficialmente o continente africano. Na ocasião, passou por cinco países — Nigéria, Senegal, Argélia, Cabo Verde e Guiné-Bissau — com o objetivo de aprofundar laços de amizade e solidariedade, além de fortalecer as relações com países em desenvolvimento, reforçando a tradição da diplomacia brasileira de cooperação Sul-Sul e de ampliação de sua presença no mundo afro-atlântico.
Figueredo também adotou uma postura pragmática e de não intervenção diante da vitória da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) na Nicarágua, em julho de 1979. O Brasil não se colocou como apoiador formal do regime sandinista, mas também não seguiu a estratégia intervencionista norte-americana na região. Ao reconhecer rapidamente o novo governo — ao lado de outros países latinoamericanos —, buscou evitar que a Nicarágua se tornasse um satélite exclusivo de Cuba ou da União Soviética. Essa postura refletia um pragmatismo diplomático orientado pelo desenvolvimento e pela autonomia decisória, mantendo relações com diferentes regimes e rejeitando alinhamentos automáticos. Enquanto os Estados Unidos, sob Ronald Reagan, financiavam os “contras”, o Brasil, assim como a Argentina e o México, optou por uma linha mais moderada. Além disso, o governo Figueiredo estava concentrado no processo interno de abertura política “lenta, gradual e segura” e enfrentava severas dificuldades econômicas, o que reforçou a escolha por não se envolver diretamente nos conflitos ideológicos da América Central.

O ponto mais baixo das relações do governo Figueiredo com os países anglosaxões ocorreu durante a Guerra das Malvinas, em 1982, quando o Brasil adotou uma postura de “neutralidade simpática” em favor da Argentina. O governo brasileiro, liderado por Figueiredo e pelo chanceler Saraiva Guerreiro, apoiou as reivindicações argentinas de soberania, fornecendo inteligência e apoio logístico, ao mesmo tempo em que buscava conter o avanço de forças de esquerda na região. Figueiredo chegou a alertar os Estados Unidos de que, caso o Reino Unido atacasse diretamente o continente, o Brasil poderia intervir militarmente, considerando tal ação uma agressão à América do Sul. Nesse contexto, o serviço de inteligência brasileiro chegou a decifrar códigos da chancelaria argentina para monitorar de perto a situação, demonstrando o equilíbrio entre apoio estratégico aos vizinhos e defesa da autonomia regional frente às potências externas.


brasileiros. Foto: Eurico Dantas / Jornal O Globo
No final do período militar, foram lançadas as bases de uma integração regional que se consolidaria décadas depois no Mercosul, recentemente responsável pelo maior acordo de livre comércio da história com a União Europeia. Em 1980, foi firmado o Tratado de Montevidéu, que instituiu a Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), permitindo, por meio de sua flexibilidade, a celebração de Acordos de Alcance Parcial de Complementação Econômica (ACE) entre membros específicos, sem a necessidade de incluir todos os países da organização. Paralelamente, em um esforço de aproximação gradual entre Brasil e Argentina, tradicionalmente rivais, foram firmados importantes acordos bilaterais: o Acordo Tripartite Corpus-Itaipu, em 1979, e o Acordo de Cooperação para o Desenvolvimento e Aplicação dos Usos Pacíficos da Energia Nuclear, em 1980, fortalecendo a cooperação econômica, tecnológica e energética na região.

Ao longo do período analisado, mesmo com contradições em alguns governos e desafios impostos pelo contexto da Guerra Fria e da transição para a democracia, a política externa brasileira avançou significativamente, consolidando uma tradição de autonomia e pragmatismo. Houve fortalecimento das relações Sul-Sul, refletido em iniciativas que mais tarde dariam origem a blocos como o BRICS, bem como a ampliação de parcerias estratégicas com o Norte Global, como a cooperação em campanhas de paz no Haiti. No plano econômico, o país conquistou superávits comerciais expressivos, como em 2009 com EUA, e diversificou seus parceiros internacionais, estabeleceu relações com a Coreia do Norte em 2001 durante o governo mais tempo alinhado com Washington no mandado Bill Clinton e Fernando Henrique Cardoso , mantendo intercâmbio comercial que incluía desde telas de computador até instrumentos musicais, e desenvolveu cooperação tecnológica com a Coreia do Sul, notadamente no comércio de semicondutores. Esses exemplos mostram como o Brasil buscou equilibrar autonomia, desenvolvimento e protagonismo global, criando bases para uma inserção internacional flexível, multifacetada e duradoura.
O recrudescimento da parceria com a China, que impulsionou recordes de exportações nos anos 2000 e fortaleceu o agronegócio, também trouxe desafios significativos, como o impacto do dumping industrial e medidas recentes, como a tarifa de 55% sobre a carne bovina brasileira, ao passo que os EUA sob a liderança Trumpista aumenta a pressão sobre a região com tarifas, ingerências institucionais e ameaças, quando não intervém diretamente como no caso da Venezuela, nas relações internacionais, os interesses se sobrepõem à amizade — como bem parafraseia o Dr. Eneias.
Essa realidade evidencia que a política externa não é simples ou moralizante: é uma ciência refinada, que exige compreensão estratégica de princípios estudados por Sun Tsu, Maquiavel e Clausewitz, e aplicada em interações complexas entre Estados, envolvendo trocas, alianças e conflitos. Infelizmente, o debate público muitas vezes é distorcido por think tanks, mídia enviesada e jargões simplistas, transformando questões sérias em polarizações infantis — democrata x ditadura, comunista x capitalista — que nada explicam sobre os mecanismos reais de poder e negociação.
A lição central é que o Brasil não pode contar integralmente com terceiros: sua segurança nacional, liderança na América do Sul, dissuasão no Atlântico e expansão do capital na África e Ásia dependem de sua própria estratégia, visão de longo prazo e capacidade de negociação em posição de força, respeitando seus valores e interesses. Desde Dom Pedro I, passando pelos artífices da Política Externa Independente, até os projetos contemporâneos, a história brasileira mostra que há abundância de exemplos e heróis diplomáticos, mas falta torná-los conhecidos e internalizados pelo público, especialmente por aqueles que defendem um nacionalismo justo, equilibrado e altivo, capaz de garantir autonomia e protagonismo em um mundo cada vez mais competitivo e multipolar.
Notas de rodapé:
- Nota 1: Presidente do Conselho Superior do Brasil Grande – Articulista, tradutor, estudante da relações internacionais e entusiasta de história e geopolítica.
- Nota 2: Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1995/5/07/brasil/19.html. Acesso em: 10 jan. 2026.
- Nota 3: Organização dos estados americanos.
- Nota 4: Disponível em: https://www.brasilgrande.org/post/recortes-hist%C3%B3ricos-quando-henry-kissinger-defendeu-o-programa-nuclear-brasileiro. Acesso em: 15 jan. 2026.
- Nota 5: Disponível em: https://www.brasilgrande.org/post/brigadeiro-hugo-piva-o-pai-do-programa-aeroespacial-brasileiro e https://www.brasilgrande.org/post/historia-importancia-avibras-sistema-astros-defesa. Acesso em: 16 jan. 2026.
- Nota 6: PODER360. China é o principal parceiro comercial do Brasil. Poder360, s.d. Disponível em: https://www.poder360.com.br/. Acesso em: 12 fev. 2026.
